quarta-feira, 6 de maio de 2009

Artigo de Luxo

Apesar de estarmos na era da informação, essa realidade ainda apresenta-se limitada para boa parte dos cidadãos. Nem todas as pessoas têm acesso a informação e quando têm, nem sempre possuem senso crítico para julgar a credibilidade de tal. Saber muito e estar “antenado” são coisas que custam caro e isso não é uma realidade para todos. As chamadas revistas culturais, por exemplo, custam cerca de R$12,00 e as grandes revistas semanais cerca de R$8,00, não é, de maneira alguma, um valor acessível a pessoas de baixa renda e nem mesmo a estudantes. É fato, entretanto, que muitas pessoas não se interessam por tal tipo de consumo, mas é também fato que há muitas outras que desejariam bastante poder consumir diversas revistas, mas não podem e se contentam em comprar edições antigas, a menores preços, ou em juntar dinheiro para comprar tais produtos apenas algumas vezes.
A vontade de se informar choca-se ainda com algumas limitações da realidade de pessoas que não têm acesso integral à internet e menos ainda condições para comprar revistas. Até mesmo na classe média, onde o acesso à internet é amplo, os periódicos representam uma vontade contida, pois não há condições para a compra de tais produtos tanto quanto se desejaria, principalmente ao se falar em estudantes. Parece irreal que na atualidade as pessoas tenham dificuldade de informação, mas é fato, mesmo existindo um leque grande de opções e acessos, como a mídia televisiva, que é, indiscutivelmente, um grande facilitador da informação, e o rádio. Entretanto, selecionar a credibilidade cabe ao telespectador, que nem sempre o faz da melhor maneira, e termina por achar que escolhe a programação, quando na realidade é condicionado a escolhê-la, pela própria pressão midiática, inclusive porque a TV que mais oferece variedade é paga, e, portanto, também limita seu consumo.
Expandir-se para canais de comunicação com maior diversidade e qualidade de informação é algo difícil e assim, apesar das pessoas depararem-se com várias fontes, terminam por optar por aquilo que se apresenta mais fácil e barato. Um conformismo que limita a informação consumida a um senso comum, por mais que se anseie abertura de horizontes.

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